Shine Your Light

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É provável que todos já tenham ouvido falar sobre a Instituição Ronald McDonald. Provável também que pensem em toda uma burocracia por trás de boas intenções.
Após uma visita ao local, mudo a minha opinião.
A casa Ronald McDonald foi criada com o intuito de abrigar crianças de até 18 anos que sofrem de câncer e não tem condições de se transportar rotineiramente para o tratamento. Como não são muitos os hospitais que prestam um bom serviço, as Casas oferecem um tipo de hotel para essas crianças encaminhadas, após uma “entrevista” para verificar as condições financeiras.

ImageTodos os custos da Instituição são mantidos por patrocinadores e voluntários (nós, meros mortais). Quanto a estrutura do local, o dinheiro utilizado é do McDia Feliz, evento realizado uma vez por ano, e todo o dinheiro das vendas de BicMac são revertidos para as Casas participantes do Instituto Geral.
Não há o que contestar quanto a isso. Tudo muito bem cuidado, um ambiente que até mesmo supera as expectativas de quem não conhece. Quartos, corredores, cozinhas, laboratórios, salas zen, salão de beleza brinquedoteca, biblioteca. Todos super confortáveis e aconchegantes, que tentam ao máximo afastar o peso da situação de cada um ali dentro e também aumentar o auto estima das mães/responsáveis.

Inaugurado em 1994, o local já foi expandido duas vezes. No momento, suporta 60 crianças, cada uma com um acompanhante.

Lá, todos trabalham. As mães têm suas pequenas tarefas que foram “impostas” para que se distraíssem, fizessem algo fora da rotina, e para diferir de um estilo hoteleiro em que só voluntários trabalham. Por isso, cada um ali é contribuinte para o funcionamento.

Apesar de haver, relativamente, pouca vaga, as colaborações não se restringem a hospedagem, alimentação e transporte para o hospital. Existem inúmeros projetos para quem não conseguiu um lugar ali e carece de ajuda.
O Projeto Aconchego foi criado para atender as necessidades de moradia das famílias que não tem condições favoráveis. Profissionais têm uma lista de aproximadamente 500 famílias inscritas, e pesquisam a necessidade maior de cada uma, ajudando dentro do possível com as doações que recebem. Cama, televisão, geladeira, móveis. Objetos, talvez, simples, mas que importam muito.

O Projeto Reconstruir segue a ideia do Aconchego, mas são “doações” voluntárias de engenheiros, arquitetos entre outros que ajudam a consertar, por exemplo, um vazamento ou uma infiltração. Pequenas reformas para melhor a estrutura física das famílias associadas.

A Bolsa de Alimentos é um projeto que visa atender as necessidades que a doença exige de cada paciente. Uma refeição com mais cuidados e, muitas vezes, mais cara, que é um fator preocupante para famílias carentes. Uma vez por mês, essa enorme e caprichada “cesta básica” é enviada para as casas associadas aos hospitais conveniados à Instituição.
(Conheça mais no site http://www.casaronald.org.br) 

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Conhecendo um pouco mais do local, fomos até o mais fofo. Brinquedoteca. Sério, não queríamos mais sair dali. Um ambiente delicioso, cheio de jogos, ursos, brinquedos, áreas para pintura e, para pequenos espetáculos, um mini palco de teatro. Tão liiiiindo! Com fantasias de heróis e de princesas, os pequenos criam seus contos ali, num mundo paralelo que lhes permite esquecer um pouco a realidade.

Pouco mais a frente, conhecemos a biblioteca. Inúmeros livros, de todos os tipos que se possa imaginar. Todos em ótimo estado, e, diferente do que costumamos pensar, não são livros de 1800 e sei lá quando. Dentre muitos que lá constavam, vimos de Pedro Bandeira, Nicholas Sparks, Vladimir Nabokov e Sidney Sheldon. Do outro lado, uma estante com algumas pelúcias para melhorar o espaço, e muuuuuuuitos DVDs. Na própria sala, um espaço para a leitura, realizada pelos voluntários, e televisão para o momento do filme. Esses, também, podem ser levados ao quarto.

Apesar de toda uma programação para o bem estar infantil, há, porém, adolescentes. Querendo um espaço para si, Jairo sugeriu que fizessem um espaço para os jovens. Entretanto, na época não havia espaço disponível. Com a segunda expansão da Casa, uns 2 anos depois da proposta, conseguiram criar. Com computadores, video games, jogos e televisões, o espaço para adolescentes foi inaugurado. Infelizmente, o dono da ideia não pôde contemplá-la. Na porta de entrada tem uma pequena homenagem a ele.

Um detalhe inovador e muito importante que vimos lá é o modo de energia que utilizam. Energia Solar.  Para um maior conforto de todos, os custos são um pouco acima do previsto. Constantemente é preciso usar as máquinas de lavar, ar condicionado, todas as luzes sempre acesas, apesar de econômicas etc. A aplicação dessa energia renovável foi fantástica e deveria ser apreciada por tantas outras empresas e até mesmo casas.

Após visitarmos tantas outras instalações do local, todas impecáveis, mudamos completamente nossa visão. Não há como provar se há desvio de dinheiro recolhido no Mc Dia Feliz, mas é possível provar que qualquer quantia que se destine à Instituição, é muito bem aproveitada. Cada patrocinador ajuda com seu produto. Tem os de eletrônicos, os de plástico, de refrigerante… porém, o mantimento diário se dá pelas doações que fazemos diariamente, como algumas pequenas compras que levamos e achamos que não é nada. Não se pode descartar nunca a importância de doar brinquedos em bom estado e comidas de acordo com as condições (no próprio site da Casa há uma lista do que se pode doar).
Com um pequeno gesto nós mantemos lares (blah, ficou tão clichê, mas só sei terminar assim lol).
Foi muito boa a experiência, e melhor ainda poder acreditar nos outros sem o medo de estar sendo enganado.

Ouçam “3ª do plural – Engenheiros do Hawaii”

SOPA: stop online piracy act

A internet é um dos meios mais completos que temos hoje em dia para termos acesso a “diversão” e a muitas outras coisas. Através dela distintos objetivos foram alcançados, desde nos aproximar de amigos distantes a fazer com que organizassem protestos. E é a essa internet que estão querendo permitir um certo tipo de CENSURA.

Quantos cantores não conhecemos através do Youtube? Quantos filmes não baixamos pelo Megaupload? Eu, como fã declarada de uma artista, sou contra a pirataria, claro. Acontece que a internet, inegavelmente, é um meio de divulgação excelente e isso é bom até mesmo para os artistas. O que seria o Justin Bieber se não fosse o Youtube? E hoje ele é a favor da SOPA rs.  Ainda que com essa liberdade de downloads possam ser diminutas as vendas de cd’s e dvd’s, o que tivermos que comprar, compraremos. Posso ter tudo na internet, se me agradar, vou comprar. O acesso monetário é muito limitado. Querem que compremos tudo, mas quanto tá custando em média um livro hoje em dia? R$ 30,00.  Tem de ser visto os dois lados da moeda.

Não sou contra o combate a pirataria, mas o modo como estão lidando com isso acaba afetando outras redes que não estão diretamente ligadas. Se não conseguem controlar esse “crime”, que não censurem nosso entretenimento. Se em um blog ou fórum pode haver links “comprometedores” de downloads não autorizados, estes também podem ser retirados do ar segundo a SOPA.

Há, de certa forma, uma “guerra” entre os do poder e o povo. O grupo Anonymous, em protesto, vem hackeando inúmeros sites para que possam voltar atrás. Não sou a favor do “bombas para paz”, mas só assim eles verão que o povo é que tem a voz. Enquanto isso, vamos baixando tudo o que for possível. Brincadeira, hehehe.

“Aonde leva essa loucura?
Qual é a lógica do sistema?
Onde estavam as armas químicas?
O que diziam os poemas?
O tempo nos faz esquecer o que nos trouxe até aqui
Mas eu lembro muito bem como se fosse amanhã.”

A questão não é se BBB é uma porcaria influenciadora da massa não-pensante ou não. A televisão é. Vejo tanta reclamação pelas redes sociais alheias mas, se prestarmos atenção, são aqueles mesmos que fazem comentário sobre novelas. O que o sujo quer falar do mal lavado? BBB é tão diferente assim de qualquer outro programa televisivo? Será que os que tanto reclamam de BBB estão preocupados com coisas mais relevantes ou falam isso só pra aparecer e pagar de intelectual?

“Nossa, que futilidade. Vamos nos preocupar com outras coisasl?” disse a pessoa que odeia livro e acompanha a novela da 15h, das 18h, das 19h, das 21h, das 23h……….
É indiscutível que haja coisas a mais com o que se preocupar, mas será que se preocupam? Dentre tantos problemas que vivenciamos, BBB é o menor deles!

Infelizmente, dos programas de televisão, Big Brother Brasil é o mais apelativo. As pessoas sorteadas (risos) são justamente aquelas que vão dar ibope, aquelas que fazem parte de uma geração modista e que vão prender a atenção dos telespectadores.  E como prendem!

Essa é a famosa padronização imposta de cima para baixo. Enquanto houver a MASSA alienada, haverá maiores tentando manipular. A televisão massifica qualquer elemento pensante pra te induzir a acreditar que tudo o que foi dito ali é verdade, sem modificação para mais ou menos. Isso solidifica comportamentos “revolucionários”, então, quem vai questionar? Como já dizia Renato Russo, Até há pouco podíamos mudar o mundo; quem roubou nossa coragem?

Mais uma vez, o problema específico não é UM programa, mas OS programas, que pelo nome já se entregam. Do que adiantar ter um “controle” se já tá tudo programado? Só não vem chamar os participantes de HERÓIS, porque minha concepção de HERÓI não são pessoas de classe média sofrendo na banheira de hidromassagem lutando pra ganhar 1 milhão de reais.

Como sempre, o Brasil se vê na necessidade de fazer comparações aos EUA. O governo alega que, com a privatização, as estradas ficariam em melhores condições, como nos Estados Unidos (discurso infeliz de crianças “se ele tem, eu também tenho que ter”). Acontece que nos EUA, não só aquela estrada em que se passa pagando é boa, mas todas as outras.

Brasil, um país democrático. Claro. A privatização de estradas é pra quem quer uma estrada melhor… e se eu não quiser? Então eu não pago, oras. Por acaso há alguma via não privatizada na Ponte Rio-Niterói, por exemplo?

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” .

“É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”.

E aí, pedágio? Ferindo a Constituição? Eita, Brasil contraditório!!

“Tempo, Tempo, Tempo, Tempo: és um dos deuses mais lindos.”

Com o avanço das tecnologias, a necessidade de controlar o tempo para conseguir fazer tudo, tornou-se quase que inevitável. Numa sociedade  capitalista, tempo é dinheiro, então, não se pode perdê-lo.

Pelo fato de as pessoas estarem sempre com pressa, as mesmas se acomodam com tudo o que lhes é imposto. Afinal, não há tempo para pensar. Esse caos que foi criado a partir da necessidade de cumprir seus deveres, faz com que a sociedade se afaste de questões políticas, ambientais e até mesmo sociais.

Muitos trabalhadores deixam de fazer o que mais gostam pelo vício do lucro, encarando a vida como competição. O tempo, junto das finanças que lhes sobra, é utilizado para trabalhar mais ainda. Por fim, isso se transforma num ciclo, e o dinheiro torna-se inútil para os fins primeiramente planejados.

Para agilizar a vida, é comum que as pessoas façam diversas coisas ao mesmo tempo. Quando se podia obter um resultado impecável, termina-se os três de maneira ineficiente.

Como diz o ditado, a pressa é inimiga da perfeição. As pessoas ficam com seus projetos inacabados e depois ainda questionam onde está o progresso… (deitado eternamente em berço esplêndido)

“Não tenhamos pressa,mas não percamos tempo.”

Hey, mãe! Eu tenho uma guitarra elétrica. Durante muito tempo isso foi tudo que eu queria ter. Mas, hey, mãe… alguma coisa ficou pra trás; antigamente eu sabia exatamente o que fazer


Bendita internet! Ela, que passou por momentos bem contrastantes. Ora prejudicial, ora benéfica. Diversos programas de tv (sem querer manipular, claro que não) falavam ou ainda falam, de modo negativo, sobre a juventude e a internet. Não sei em que mundo eles vivem, mas é bem explícita a importância da internet na atual sociedade.

Acredito que a maior parte da população brasileira tenha acesso à internet, e para um estudante, ter um computador significa ter milhares de informações para deixar seus trabalhos mais completos. Além de que, pela internet, até os mais alienados acabam se conectando mais às notícias, seja pelo google, seja pelo wikipedia, ou até mesmo pelos “TT’s” do twitter.

Não só no quesito de estudos, mas também na comunicação, a internet é bastante útil. Há até aqueles que vivem soltando “maldita inclusão digital”, mas que de maldita não tem nada. Matar a saudade de amigos, ver familiares ou conversar de modo prático e de baixo custo era mesmo o que precisávamos.

Uma reação a rápida ascensão das novas tecnologias são as crianças, que, a partir de 3 anos (falo pelas minhas irmãs), já têm seus computadores e seus vícios. Com  tanta facilidade nesse início de vida, é nítido que elas mostram maior interesse pelas coisas da tendência, pela leitura, por querer aprender fazer contas de matemática mais rápido por causa dos jogos online etc.

E o mais atual caso, ou nem tanto, são as Revoltas Árabes. Revoluções combinadas a partir de redes sociais: quem imaginava?

O que preocupa grande parte da população (nossos queridos responsáveis) é o quanto esse vício pode prejudicar a sociabilidade da juventude fora da internet. Por essas e outras (que outras?), especialistas não se mostram com expectativas para o assunto, receosos quanto aos efeitos psicológicos que isso tudo pode gerar.

Mas fala sério, quem aqui ainda conseguiria viver sem um Google da vida?

Estão querendo calar a voz do Brasil. A tal democracia não é real na prática. Jovens e adolescentes querem gritar, mas todos estão sendo calados pelo Sistema. Sabe a tal liberdade de expressão? Estão tentando fazer com que essa venha fazer jus ao título, mas o que acontece? Sprays de pimenta, armas, chutes, bombas, prisões.

Finalmente estamos presenciando pessoas que vão às ruas lutar por seus direitos, mas infelizmente também vemos outras que julgam. Julgam mas não agem. Querem nos calar, mas quem tem um ideal, luta por isso passando por cima de tudo, porque NÓS somos a voz do Brasil.

Chega de proibir! O que se deve evitar não se evita, mas facilmente enxergam crime no que não existe: cartazes. Isso a tv não mostra! A globo não mostra o desespero das pessoas que estão nas ruas lutando pelo que devem lutar enquanto policiais as agridem. Se uma revolução acontecer, isso não vai ser “televisionado”.


 Por outro lado, acho superficial um grupo de pessoas se reunirem a fim de defenderem suas drogas. Sinceramente, soou como um bando de filhinhos de papai que não podem ser contrariados. Sou a favor dessas manifestações SIM, e a favor das drogas (que de droga não tem nada, pelo menos na maconha) SIM, mas infelizmente um que assisti foi super sem argumentos, sendo que existem infinitos. Mas enfim, a questão é só parabenizá-los por terem tomado a iniciativa. Tava na hora de o Brasil se mover em prol de qualquer coisa que fosse. Tava na hora de o Brasil ter voz. Independente do que peçam, se um determinado grupo é contra ou a favor, vivemos num país que diz ter Liberdade de Expressão, mas isso pouco se vê.

Está na hora de questionarmos os poderes totalitários do governo. Se não nós, então quem? Ficar propondo, idealizando, certamente não nos tirará da inércia, mas quando se luta por algo realmente relevante -dessa vez não foi pela diminuição do preço dos iPads, rs-, talvez algo mude.

Cadê a democracia, Brasil? Cadê o senso? Se nossas ideias são contrárias a de vocês, vocês partem para a covardia? Algo precisa mudar…

Imagens valem mais do que palavras

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