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A questão não é se BBB é uma porcaria influenciadora da massa não-pensante ou não. A televisão é. Vejo tanta reclamação pelas redes sociais alheias mas, se prestarmos atenção, são aqueles mesmos que fazem comentário sobre novelas. O que o sujo quer falar do mal lavado? BBB é tão diferente assim de qualquer outro programa televisivo? Será que os que tanto reclamam de BBB estão preocupados com coisas mais relevantes ou falam isso só pra aparecer e pagar de intelectual?

“Nossa, que futilidade. Vamos nos preocupar com outras coisasl?” disse a pessoa que odeia livro e acompanha a novela da 15h, das 18h, das 19h, das 21h, das 23h……….
É indiscutível que haja coisas a mais com o que se preocupar, mas será que se preocupam? Dentre tantos problemas que vivenciamos, BBB é o menor deles!

Infelizmente, dos programas de televisão, Big Brother Brasil é o mais apelativo. As pessoas sorteadas (risos) são justamente aquelas que vão dar ibope, aquelas que fazem parte de uma geração modista e que vão prender a atenção dos telespectadores.  E como prendem!

Essa é a famosa padronização imposta de cima para baixo. Enquanto houver a MASSA alienada, haverá maiores tentando manipular. A televisão massifica qualquer elemento pensante pra te induzir a acreditar que tudo o que foi dito ali é verdade, sem modificação para mais ou menos. Isso solidifica comportamentos “revolucionários”, então, quem vai questionar? Como já dizia Renato Russo, Até há pouco podíamos mudar o mundo; quem roubou nossa coragem?

Mais uma vez, o problema específico não é UM programa, mas OS programas, que pelo nome já se entregam. Do que adiantar ter um “controle” se já tá tudo programado? Só não vem chamar os participantes de HERÓIS, porque minha concepção de HERÓI não são pessoas de classe média sofrendo na banheira de hidromassagem lutando pra ganhar 1 milhão de reais.

Ok, já podem desligar o botão da ironia.

Com mais um vídeo lançado na internet, temos agora um manifesto. Não, não é o Manifesto Comunista de Marx e Engels. É, simplesmente, um manifesto “burguesinho” de um jovem qualquer.
Sei que temos reclamado muito de a juventude -a sociedade toda, na verdade- ter se calado diante de fatos políticos, mas mais importante que isso é: se não tem nada bom a acrescentar, cale-se!

Quem não quer um menor preço? É hipocrisia dizer que não. Infelizmente não é tão simples assim, porque, se fosse, já teria sido resolvido. Na minha opinião, esse manifesto (oh, céus! que desrespeito a Marx e a Engels) foi um tanto quanto superficial. A partir do momento em que o Felipe Neto começou a xingar e reclamar de tudo (acho que no primeiro segundo de vídeo), já perdeu qualquer razão que poderia ter. Afinal, esse péssimo  Brasil em que vivemos exige pelo menos um pouco de educação, né? Ai, que papo contraditório!!

Antes de ficar estressado porque o joguinho de video game tá caro, é importante se perguntar o que se faz com o dinheiro que deveria estar indo pro social, pro serviço público… O que as pessoas realmente querem ao colocar nome, cpf e não sei mais o quê? Eles querem celular e iPad mais baratos.. sei lá, coisa bem americanóide.   A educação e a saúde que se fodam, né?

Não dá mesmo pra comparar Brasil com os EUA, e essa coisa de I ♥ NY já deu no saco. Enfim… é muito fácil mesmo diminuir os impostos: emprega lá e desemprega aqui. Claro… por que ninguém pensou nisso antes? Felipe Neto é mesmo um gênio! *palmas*

Agora todo mundo dando uma de militante comunista na frente do computador… ha ha ha. Quando ele tiver a brilhante ideia de propor um “Saúde Justa” , “Educação Justa” , “Segurança Justa” e tantos outros “Justos”, juro que coloco meu CPF lá.

Não entendo muito sobre isso e também não quero ser a reacionária, mas.. ah, foda-se. Boa sorte, Brasil. Caso o manifesto (risos) tenha êxito, favor, trazer uma Nikon D-90 pra mim.

O homem tem a necessidade de pertencer a um determinado grupo, seja esse escola, família ou trabalho. Ele quer se inserir para que não seja discriminado por ser diferente, tornando-se igual a todos os outros.
A sociedade de consumo cria, para obter lucros, uma padronização através, por exemplo, da moda.
Os ídolos são a principal fonte de inspiração para que a moda seja seguida. Na verdade, são o caminho para a degradação da individualidade. Começam a usar determinados objetos ou aderem a vocábulos estranhos e, quase que sem querer, ditam a moda.
As pessoas leigas acabam se maquiando, escondendo seu jeito e ser e expondo um segundo eu. Prendem-se à padronização e sua personalidade se inibe. É válido ter um referencial em pessoas que se admire, mas não imitá-las.
A indústria, por sua vez, planifica e cria manifestações culturais, unindo gostos e identificação com aquele determinado modelo imposto de cima para baixo. O capitalismo, relacionado a essa lógica, massifica tais elementos, uniformizando os jovens, ao solidificar comportamentos que, dificilmente, serão questionados, alienando-os e conseguindo, enfim, seus lucros.
O fato é que, num mundo capitalista como esse, sempre tentarão criar algo para que a maior camada, a popular, se inspire, ou, os mais alienados, sigam-na rigidamente. Caso o indivíduo tenha a cabeça no lugar, saberá o limite. Caso não, palmas para o mundo capitalista.
Existe um mundo melhor, mas é caríssimo.